Partido dos negros pode ser criado

Imagem mostra O-Partido Pantera Negra dos EUA foi formado inicialmente para a proteção dos bairros negros contra a brutalidade; PESQUISE MAIS. Foto divulgaçãoImagem mostra O Partido Pantera Negra dos EUA foi formado inicialmente para a proteção dos bairros negros contra a brutalidade; PESQUISE MAIS. Foto divulgação

Antes os dados sobre a desigualdade social eram usados como estimativa. Hoje, importante para as políticas de distribuição de renda, o que antes ficava no papel ou em estudos para entender as classes socioeconômicas, refletem diretamente no relacionamento entre pessoas de classes, média, alta, pobres, negros e brancos.  Em sua obra intitulada O Povo Brasileiro, o antropólogo Darcy Ribeiro afirma que “apesar da associação da pobreza com a negritude, as diferenças profundas que separam e opõem os brasileiros em extratos flagrantemente contrastantes são de natureza social”. (RIBEIRO, 2006, p. 215). Isso sugere que, para além do preconceito racial tão discutido no Brasil, há outro que está pautado na posição social dos indivíduos, conforme seu acesso à renda, poder aquisitivo, padrão de vida e nível de escolaridade. Em outras palavras, no Brasil também existe o chamado preconceito de classe social. (Trecho site Brasil Escola).

Ao falarmos em classe social na sociologia, automaticamente somos impelidos a pensar na obra de Karl Marx, o qual, ao fazer uma crítica ao capitalismo, afirma que a sociedade capitalista seria divida em classes sociais, uma proletária e outra burguesa. Em linhas gerais, a primeira seria responsável pela força de trabalho enquanto a segunda seria dona dos meios de produção. Isso seria característico da sociedade capitalista, sendo um fator determinante da diferença social, principalmente no que tange à possibilidade do acesso aos resultados da produção capitalista (os bens de maneira geral), fato que contribuiria para aumentar a desigualdade social.

A divisão de classes, gêneros, raças ou religião têm crescido apesar dos avanços. Nos últimos a propagação desse assunto na mídia, pode ter possibilitado a divisão das pessoas para além das pesquisas. Para fins de pesquisa, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) classifica a população brasileira em cinco classes sociais, de A a E, cada uma delas agregando famílias de renda mensal semelhante. Esse tipo de classificação é bastante utilizado pelo mercado, que desenvolve suas pesquisas e produtos baseados nos hábitos e possibilidades de consumo de cada faixa salarial. Na linguagem comum, outras ideias parecidas surgem quando se fala, por exemplo, na classe “dos mais necessitados” ou naquela dos “mais privilegiados”. Essas ideias não estão necessariamente equivocadas, porém, para a Sociologia, a questão é um tanto mais complexa. (Trecho site Inforescola).

Nesse dia 22/05/2016 07:30 foi publicada uma matéria no Jornal O Globo Online sobre a criação de mais um partido político no Brasil. Desta vez vem da classe que há 400 anos pertenciam a um massacre de servidão; os escravos. Na última década cresceu o número de negros em vários setores da sociedade brasileira, mostrando que somos todos iguais, independentemente de religião, cor da pele, raça, gênero ou posição social. Em 2015 já eram mais de 2 mil negros vindos da africa para o Ceará, segundo dados da Polícia Federal divulgados pelo site Tribuna do Ceará.

Em julho de 2010, foi criada a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), cujos campi estão localizados na Bahia e no Ceará. A proposta de juntar países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe) e o Timor-Leste com municípios do Interior dos dois Estados completa cinco anos. Em Redenção no Ceará, a presença dos estudantes estrangeiros e o impulso que a cidade ganhou são visíveis. Os dados da Delegacia de Polícia de Migração mostram 2.023 estudantes africanos com registro no Ceará. Guiné-Bissau lidera, com 1.072 estudantes; Cabo-Verde possui 647; São Tomé e Príncipe, 130; Angola, 121; Moçambique, 53; e Nigéria e Kenya, 1. Assim, matriculados: Fortaleza (70%), Redenção (25%), Sobral (3%) e Barbalha (2%), conforme matéria do repórter Gino Pereira/ Jornal O Povo em 16/09/2015.

Na foto Celso Athayde/ Matéria do Blog Alcelmo no jornal O Globo amplifica o assunto. Foto divulgação

Na foto Celso Athayde/ Matéria do Blog Alcelmo no jornal O Globo amplifica o assunto. Foto divulgação

Com o amplo número de negros migrando para o Brasil, o carioca Celso Athayde, 53 anos, o grande ativista social, criou um grupo de discussão sobre a possibilidade de criação de um partido formado por negros e moradores de favelas. Oito mil pessoas aderiram à ideia. Entre elas, representantes de entidades de peso, como Olodum e Ilê Aiyê, e muitos brancos do asfalto. A iniciativa também ganhou o apoio de artistas como Lázaro Ramos, Sérgio Loroza e MV Bill. No próximo sábado, serão lançados o programa, o estatuto, o conselho e o regimento interno, além de todas as estratégias da nova legenda. A ideia é recolher 15 milhões de assinaturas, embora a lei eleitoral exija “só” 510 mil, notícia publicada no Blog do Ancelmo Gois/ Jornal O Globo.

De acordo com o jornalista, Athayde explica por que idealizou um partido político, conforme texto do seu blog abaixo:

— Não queremos nem precisamos que ninguém nos represente. Hoje, somos aproximadamente 106 milhões, devemos ser representados por nós mesmos. As favelas querem mostrar que as regras de honestidade que regem seus territórios podem servir de inspiração e exemplo para a política. Da mesma forma que não tem sentido um pai de santo representar uma bancada de evangélicos, é pertinente que os pretos e favelados protagonizem sua nova história.

Mas, desde já, ele explica que não integrará os quadros do partido, que se chamará Frente Favela Brasil:

— Eu não vou me filiar por uma questão institucional. O tipo de trabalho que faço não me permite tomar parte de partidos políticos. Mas a democracia me permite colaborar com algo que seja diferente de tudo que está aí. Na Frente Favela Brasil, 40% das vagas serão para jovens entre 18 e 30 anos e 50% para mulheres. Todos os eleitos devolverão para a sociedade 50% dos vencimentos.

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