Como conquistar um bom emprego

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Há dois tipos de sofrimentos profundos relacionados ao emprego:

1.      Não ter um emprego

2.      Ter um emprego

Confuso?

Vou explicar. Recomeçando.

Há dois tipos de sofrimentos profundos relacionados ao emprego:

1.      Não ter um emprego –  e querer ter.

2.      Ter um emprego – e não querer tê-lo.

Melhorou?

Oficialmente, existem no Brasil 13,5 milhões de pessoas desempregadas. O maior índice histórico do país.

Independente de análises mais aprofundadas, esse número é uma referência que nos sinaliza que “deu ruim”, sem mimimi ou blábláblá! Tá difícil pra caramba!

Historicamente, a forma institucional das relações de trabalho se consolidou por meio do “emprego”.

Por isso aprendemos a identificar apenas dois tipos de profissionais: o empregado e o desempregado. Quem estava empregado era “trabalhador, esforçado, direito, correto, centrado”. Quem estava desempregado era “largado, vagabundo, coitado, preguiçoso, perdido”. (E dá-lhe rótulos e julgamentos…)

Atualmente, temos uma gama de alternativas ao emprego tradicional. Empreendedorismo, trabalho colaborativo, redes, coletivos, organizações autônomas, marketing de rede etc.

Por isso, proponho atualizarmos a visão de empregado e desempregado para: “ocupado/produtivo” ou “desocupado/improdutivo”.

Afinal de contas, há pessoas que não têm emprego (formal / tradicional) e estão bem ocupadas e produtivas, mantendo seu sustento e crescimento; enquanto há outras que possuem a relação formal de emprego e estão desocupadas e improdutivas.

Até mesmo as grandes corporações começaram a mudar suas principais métricas de produtividade e tentam conhecer mais sobre o índice de engajamento das pessoas.

Ao invés de mensurar absenteísmo => relacionado ao número de pessoas afastadas, faltas, licenças etc. (sabe de nada, inocente!!), agora buscam medir o presenteísmo => comportamento dos profissionais que comparecem aos postos de trabalho, porém não são produtivos (tem muito Candy Crush e Facebook, heim…).

É importante agora esclarecer o conceito de emprego que estou considerando nesse artigo:

Emprego é uma relação existente (formal, informal, psicológica, combinados, encomendas, startups, promessa de dedinho, seja lá o que for!), em que há vínculo entre a expectativa de entrega e a contrapartida financeira. Há uma conexão de previsibilidade entre o que será entregue, o nível de performance, as condições de oferta e o que será recebido em troca.

Portanto, voltemos ao começo, com essa nova definição e daí seguimos, juntos.

Há dois tipos de sofrimentos profundos relacionados ao emprego:

1.      Não ter um emprego –  e querer ter.

2.      Ter um emprego – e não querer tê-lo.

Esteja você buscando uma oportunidade, sofrendo todos os dias ao se arrastar para a “firma”, ou apenas acomodado, tenha uma certeza, é possível ampliar sua visão sobre como agir e reduzir o sofrimento no dia a dia.

E sim, o texto é longo, mas o que a PREGUIÇA tem feito a seu favor? ;^P #fkdk

A seguir, apresento ideias, estratégias, provocações e reflexões para te ajudar!!

Sobre o sofrimento 1. Não ter um emprego – e querer ter.

(se você já tem um emprego, preparei pra você a estratégia 2, mas vale a pena ler essa aqui também!)

ESTRATÉGIA 1. Conseguir um emprego

Se você não tem, no momento, nenhuma relação produtiva que te apresente uma perspectiva com mínima previsibilidade de contrapartida financeira, nos critérios desse artigo, você está desempregado.

Se você está desempregado, seu trabalho é encontrar um emprego.

Para conseguir um emprego, você deve aceitar que “tudo bem” começar com um caminho tradicional na estrutura da busca (preparar seu discurso de valor, montar currículo, fazer networking, caçar vagas etc. etc. etc.). MAS, há muita coisa adicional a ser feita com relação à qualidade dessas atividades e muitas ramificações a serem exploradas nessa atividade.

1.a => Preparar o seu discurso de Valor

Qual o valor que você agrega em uma atividade, relação, tarefa, organização? O que você tem como diferencial positivo? Você consegue escrever alguns parágrafos descrevendo sua forma de atuação, os valores em que acredita e como enxerga o papel do Trabalho na sua vida?

Um grande parceiro para a sua “venda pessoal” é o AUTOCONHECIMENTO. Aliás, essa é uma das competências essenciais para o sucesso no futuro do Trabalho.

Alguns sites gratuitos e indicações para inspirar e ajudar:

  • www.99jobs.com (Faça o 99match e identifique quais são os seus valores no trabalho. Imprima ou salve o resultado para que possa usar as frases e alinhar a descrição apresentada à como você se define)
  • https://www.16personalities.com/ (em inglês – Faça o teste e identifique o seu estilo de personalidade – mais de 73 milhões de pessoas já fizeram)

1.b => Montar o seu currículo

Putz… você vai encontrar um zilhão de dicas de como montar o seu currículo aqui no LinkediN, Google e várias outras fontes. Portanto, pesquise, pesquise, pesquise.

O seu CV deve ser a melhor versão da sua história. Se você olhar pro seu CV e pensar que poderia ser melhor, isso significa que ele não está pronto. Não precisa ser a coisa mais inovadora no universo, ou esses arquivos de designers que nos deixam boquiabertos. (Quer uma frase de incentivo? Seu CV tem que ser melhor do que o do seu entrevistador… Pedalaaaa!)

Encontre um meio do caminho entre o pálido CV escrito com fonte Times New Roman e a última obra colorida do Romero Brito. (Aliás, nesse caso, fique mais próximo do Times New Roman. Rs. ;^p)

Abaixo apresento apenas exemplos de uma rápida busca. Exemplos em ordem:

Exemplo de CV tradicional, poluído, sem graça. Zero vontade de ler.

O mesmo CV, melhorado. Correto, mas não causa arrepios.

CVs caprichados! (Sensual sem ser vulgar! =^)

1.c => Pesquisar oportunidades

Existem muitas, muitas e muitas plataformas de oferta de vagas e oportunidade de trabalho. Algumas seguem estruturas tradicionais, com empregos formais e outras já têm uma pegada mais moderninha, com ofertas para freelas e oferta de serviços. Você precisa se cadastrar em todas! Sério. Em todas.

Faça um arquivo com seu CV caprichado e prepare o “copia” e “cola” para completar todos os cadastros bem caprichados.

ATENÇÃO. Ao preencher seu cadastro nesses sites e plataformas, utilize a descrição mais completa sobre suas atividades, experiências e cursos. A maioria deles funciona com buscas via algoritmo, tags e composições de palavras. Portanto, colocar tudo o que você fez e sabe pode ser crucial para você ser “encontrado” pelas ferramentas de busca do sistema. Não é uma pessoa que fica olhando, não. É um robozinho que tenta “casar” expressões que a empresa dona da vaga pediu, com os perfis no sistema.

Abaixo, apresento alguns sites gratuitos e indicações para inspirar e ajudar. (São só alguns mesmo, o intuito do artigo não é nessa direção.)

Observação: Quanto maior o seu nível de senioridade, mais complexo fica o sistema de busca de vagas. Aí, você deve pesquisar também Headhunters e sites com vagas mais específicas.

1.d => Fazendo contatos

Entre se tornar uma pessoa insuportável que tenta falar com todo mundo, marcar um papo pessoalmente para buscar alternativas e descobrir se há vagas, e ser um ermitão, há um equilíbrio a ser encontrado. Se não estiver certo de onde se posicionar, esteja mais próximo de ser o primeiro!

Sério?

Sim.

Nós tendemos a nos achar mais chatos do que os outros quando queremos conversar com alguém e pedir suporte e ajuda. Temos vergonha de “incomodar” ao “oferecer ou vender” algo. Tem muita gente que ficará feliz em ajudar e trazer ótimas ideias. (Isso não é uma carta branca pra você ser mala!)

Quem é chato, é chato mesmo empregado =^) Não é o seu caso. É:????

Outra estratégia interessante é listar organizações que você admira e gostaria de conhecer e ter oportunidades de trabalho. Navegue por seus contatos nas redes sociais (e use muito o LinkedIN pra isso!), para encontrar conexões em comum, que possam te apresentar a pessoas das suas áreas de interesse ou ao RH.

No caso de haver contato via e-mail, por favor, saiba como personalizar sua apresentação por e-mail e não gaste o seu tempo nem da pessoa que você quer contatar.

1.e => Preparando-se para entrevistas

Não se iluda.

O seu CV mostra o que você aprendeu e fez ;

O seu sucesso depende do que você sabe e faz.

Percebeu a diferença?

A entrevista deve ser pensada! Isso não quer dizer que você deva ter um roteiro e uma resposta planejada para todas as situações possíveis.

No entanto, você precisa sim, pensar nos assuntos que são tradicionalmente abordados, em como você vai se vender, contando seus pontos positivos por meio de experiências e ideias de negócios. Seu mantra: É uma reunião de venda. É uma reunião de venda. É uma reunião de venda.

Veja aqui um exemplo da diferença para vender sua característica “disciplina”?

Não é pra ficar no lance “eu sou muito disciplinado, acordo todos os dias às 6h13m, para garantir que tudo funcione e eu chegue no horário”… zzzzzz…

Envolva-se na conversa e no propósito da vaga. Por exemplo: “acredito que a disciplina é uma qualidade muito importante para que a gente conquiste autonomia no trabalho. Com a complexidade e velocidade das demandas, é essencial que seja construída uma relação de confiança e eu acho que disciplina acelera esse processo.”

Respire! Saiba que na enorme maioria das vezes, os entrevistadores querem que a entrevista dê certo, tanto quanto você. É sério. Pense nisso! Ele está buscando um bom profissional e você é um bom profissional. Ainda que seja corrido, que tenha alguma tensão e ansiedade, no final do dia, vocês dois buscam a mesma coisa: Preencher aquela vaga!

Agora, se você já tem um emprego…

Apenas recapitulando, a palavra emprego está sendo utilizada, nesse artigo, como uma atividade de trabalho rotineira com expectativa razoavelmente previsível de entrega vs. pagamento. Ou seja, tem uma parcela que você “tem que fazer” e outra que você “espera receber em troca”.

Abaixo, compartilho estratégias, perspectivas, ideias e provocações para ajudar a ampliar a compreensão e superação do

Sofrimento 2. Ter um emprego – e não querer tê-lo.

Você está de saco cheio do seu emprego. Da rotina. Da exploração. Do chefe maldito. Do salário baixo. Da localização do escritório. Da temperatura do ar condicionado. Da marca do papel higiênico. Da pessoa que fica na recepção. Do estacionamento que é longe. Do ônibus que demora. Da internet que é lenta. Do sistema que é burro. Da burocracia. De pagar 50 centavos pelo cappuccino na máquina.

Bem… existem chances que… o problema seja com você! Ishh…. ok, ok… pode dar uma xingadinha, mas respira e vem comigo.

Quando há um acúmulo de problemas direcionados ao seu emprego, significa que você esgotou seus recursos individuais para encontrar conexão com a atividade, organização e propósito. Nesse momento, você troca as “lentes” e começa a ver tudo pelo lado negativo. Coisas que antes eram irrelevantes, agora te irritam e provocam batedeira no peito.

É claro que isso não surge “do nada”. Há um conjunto de elementos que foi ruindo a sua conexão com o trabalho. E, certamente, há diversos fatores extrínsecos afetando a sua produtividade e felicidade. No entanto, bem perto de você, existe alguém trabalhando no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e que está satisfeito.

Você não pode mudar os fatos nem os comportamentos das pessoas. Mas pode mudar a sua reação a esses fatos e comportamentos.

ESTRATÉGIA 2. Tentar mudar “O” emprego, e só depois pensar em mudar “DE” emprego.

O que você pode fazer diferente?

Nesse caso, eu te convido a assistir essa palestra TEDx, abordando o significado do Trabalho, além do papel social e econômico, mas trazendo a importância psicológica. Qual é o papel que o trabalho, como produção, tem na sua vida e como você está (ou não) aproveitando a oportunidade que você tem hoje?

Essa lamaceira toda é uma oportunidade pra você aprender e praticar qual nova competência?

Se a empresa fosse sua e você soubesse de um funcionário fantástico (como você) que está passando por essa situação, o que faria? O que deve mudar? Com quem você deve falar? (Não é pra fazer fofoca com o presidente. É pra enxergar alternativas a partir de outra perspectiva.) Que opiniões você tem deixado de expor? Que música você está dançando, enquanto surgem bolhas nos seus pés? Tá legal essa fase de anestesia mental?

Seguinte: Passo 1. Coloque suas forças em ação, de maneira produtiva para “mudar o emprego”. Volte à sua melhor fase. Faça o trabalho lindo que você sempre fez. Fique feliz pela sua realização.

NINGUÉM nem NENHUMA EMPRESA tem o poder de te transformar em um profissional medíocre.

Só se você deixar!

(Dói, né? Eu sei… been there… done that).

Se, ainda assim, com você na sua “boa forma”, não houver satisfação pessoal ou melhoria das situações de contorno, avance para o Passo 2: Mantenha o bom trabalho e direcione ações para “mudar de emprego”. Dá uma olhada nas dicas lá do item 1.

ESTRATÉGIA 3. Busque um aliado

Uma razão recorrente que gera falta de conexão com o trabalho é a postura negativa ou ausente do chefe. E aqui podemos rechear de chavões:

Reconhecimento e suporte valem mais do que dinheiro no dia a dia do trabalho.

As pessoas não pedem demissão de seus empregos. Pedem demissão de seus chefes.

Se o seu chefe é ausente, cruel, ou simplesmente incompetente, procure internamente por aliados que possam suprir as três principais funções da liderança na relação com o funcionário:

– prestar suporte quando você não está bem, quando erra, quando não tem energia

– inspirar pelo exemplo, pela consistência das suas ações e pelo conhecimento e atitudes

– desafiar e estimular a superação individual

Leia mais em “Chefe bom é chefe longe. Será?

A construção de vínculo positivo e o sentimento de desenvolvimento é parte essencial da sua autorrealização. E talvez, nesse momento, seja uma das causas da sua desconexão e desilusão.

Busque mentores e profissionais com os quais você acredita que pode aprender e se desenvolver.

ESTRATÉGIA 4. O papel do dinheiro

É inegável que o papel econômico do emprego é um tremendo motivador para muitas pessoas. E não há absolutamente nada de errado com isso.

Se há insatisfação com sua atividade atual, mas o lado financeiro é um atrativo nessa relação, você pode ganhar um gás extra, ao olhar sob a ótica do “o que esse emprego financia?”. “O que você tem a possibilidade de desenvolver, criar e experimentar, graças a ele?”.

(ATENÇÃO: eu não disse “o que esse emprego me permite comprar?”. Comprar pode significar apenas possuir algo temporariamente e criar uma distração de consumo.)

Eu quero que você identifique as experiências e aprendizados que esse emprego “paga” pra você.

Você está se preparando para algo “maior”? Estudando? Cultivando sua paixão ou sua arte? Planejando um momento em que a relação de emprego e Trabalho com significado se encontrarão?

O dinheiro como investidor do seu desenvolvimento tem prazo de validade, viu?

Com o tempo, você se acomoda, continua trabalhando pela grana, estaciona o desenvolvimento e se engana com o consumo.

Eu chamo isso de “anestesia verde” (em homenagem aos dólares verdinhos)

ESTRATÉGIA 5. Reforce a conexão com o propósito

No meio das suas reclamações, você pode exagerar na desconexão com o propósito da sua organização.

Se sua empresa ajuda a exterminar a fome na Africa, suportar as vítimas da seca no Nordeste, ou recolher cãezinhos indefesos para adoção, você sempre conseguirá encontrar conexão com o propósito final das atividades.

Infelizmente, organizações com propósitos exclusivamente tão nobres e humanitários são exceções no mercado em geral.

A grande maioria das empresas oferece produtos ou serviços cujo impacto positivo não é tão direto e linear. Por isso, é comum as pessoas terem dificuldade de encontrar a conexão entre seu propósito pessoal e a contribuição da organização. Cerca de 52% das pessoas dizem que precisam de ajuda da organização para enxergar o sentido de seu trabalho. Embora possa parecer um número exagerado, acredito ser consistente.

Por exemplo, comparemos a construção de significado entre dois profissionais que desempenham o mesmo papel: um acredita que apenas embala parafusos, enquanto o outro tem a consciência de que seu trabalho permite que as pessoas tenham casas mais bonitas; um acredita que carrega lixo, enquanto o outro se vê como agente da saúde e segurança das pessoas; um trabalha na academia do bairro, e o outro influencia as pessoas a terem uma vida mais saudável e longeva.

A construção de significado é uma das principais atribuições humanas. Pode ser estimulada, mas é individual.

Qual é o impacto construtivo do seu trabalho? Se necessário, visite e converse com a ponta final que é impactada positivamente pela sua organização, bem como com as demais pessoas que são influenciadas pela sua interação diária.

Independente da ação que você vai tomar, só me prometa uma coisa:

Você não vai ficar parado! Não termine esse texto com a mesma mentalidade que começou a lê-lo! Por favor! Por favor!

O trabalho é uma força transformadora com um potencial gigantesco de ajudar no seu desenvolvimento humano e formação como indivíduo.

Não deixe nada nem ninguém, por qualquer motivo, te irritar, anestesiar ou aprisionar em um ninho de mediocridade. É muito quentinho e confortável. É quase irresistível.

Por isso, eu venho aqui toda semana te dar um cutucão. Você merece e pode mais!

Deixe um comentário e me conte qual vai ser a sua estratégia!

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Transformador do mundo do Trabalho e Gestão. Palestrante!

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